Assim como os humanos, os animais também passam por diversas transformações físicas e comportamentais à medida que envelhecem. Nesta fase, é natural que as necessidades mudem, o que exige compreensão e uma atenção especial por parte dos tutores, para que os pets tenham uma maior qualidade de vida na terceira idade.
Além das mudanças físicas, como redução da mobilidade, falta de apetite e perda da visão e audição, os pets idosos podem apresentar sinais psicológicos como apatia, ansiedade, irritabilidade e alterações no sono. “É fundamental oferecer uma alimentação balanceada e adaptada, estimular exercícios físicos leves, atividades mentais e criar ambientes seguros e tranquilos para manter o bem estar do animal”, explica a veterinária da Cedan Rações, Suellen Mangueira.
Segundo a especialista, cães pequenos entram na fase idosa a partir dos noves anos e cães de grande porte entre cinco e seis anos, já para os gatos, a terceira idade chega por volta dos dez anos. Os problemas de saúde mais comuns neste período envolvem doenças articulares, cardíacas, renais e cânceres. Nesse sentido, é fundamental realizar consultas semestrais ao veterinário, para acompanhamento preventivo.
“Em casos de pets com transtornos já identificados, como doenças crônicas ou alguma predisposição genética, as visitas a um médico veterinário devem ser ainda mais frequentes, para que sejam adotados cuidados adequados àquele caso particular, como ajustes na medicação, dietas específicas, monitoramento constante de sinais clínicos e a realização de exames periódicos para prevenir complicações”, conclui.

