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Cuidados com a pele dos pets: especialista alerta para problemas dermatológicos mais comuns em cães e gatos

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Assim como os humanos, cães e gatos também podem desenvolver doenças de pele. A dermatologia veterinária tem ganhado cada vez mais espaço nas clínicas, impulsionada pela maior conscientização dos tutores e pela busca por mais qualidade de vida para os animais. Os problemas dermatológicos estão entre os principais motivos de consultas veterinárias e exigem atenção aos primeiros sinais, como coceira excessiva, vermelhidão e queda de pelos.

De acordo com a médica-veterinária da Cedan, Suellen Mangueira, as alergias lideram a lista das doenças mais frequentes. “A dermatite alérgica à picada de pulgas, por exemplo, é uma das que mais vemos no consultório. Uma única picada pode desencadear uma reação intensa em animais sensíveis”, explica.

Além dela, as alergias alimentares e a dermatite atópica, uma predisposição genética a alergias provocadas por fatores ambientais, como pólen e ácaros, também estão entre os diagnósticos mais comuns.
Outro problema recorrente são as infecções de pele e de ouvido. A otite externa, bastante frequente em cães com orelhas longas e úmidas, assim como as dermatites bacterianas (piodermites) e fúngicas, como as causadas pelo fungo Malassezia, merecem atenção. “Muitas vezes, essas infecções são secundárias a uma alergia. O animal se coça, provoca lesões na pele e cria um ambiente favorável para a proliferação de bactérias e fungos”, destaca a veterinária.

Principais sinais de alerta
– Os tutores devem ficar atentos aos seguintes sintomas:
– Coceira intensa, com lambedura ou mordidas frequentes nas patas e no corpo;
– Vermelhidão localizada ou espalhada pela pele;
– Queda de pelos, formando áreas com falhas;
– Odor forte e desagradável na pele ou nos ouvidos;
– Feridas, crostas ou descamação.

Prevenção faz toda a diferença

Manter uma rotina de cuidados é a melhor forma de prevenir boa parte dos problemas dermatológicos. Banhos com produtos indicados pelo médico-veterinário, escovação frequente e o uso contínuo de antipulgas são medidas essenciais para preservar a saúde da pele.
A alimentação também exerce papel fundamental. Dietas de alta qualidade e, quando necessário, alimentos hipoalergênicos podem ajudar a prevenir ou controlar crises alérgicas, contribuindo para uma pele mais saudável.

Evite a automedicação

Um dos principais alertas dos especialistas é que os tutores não utilizem medicamentos ou produtos sem orientação profissional. “O que muita gente não sabe é que usar produtos destinados a humanos, ou até mesmo remédios caseiros, pode piorar o quadro ou mascarar os sintomas, dificultando o diagnóstico correto”, afirma Suellen Mangueira.
Segundo a veterinária, o tratamento dermatológico exige uma investigação cuidadosa. “Em muitos casos, é necessário realizar exames, como raspado de pele, citologia e até testes alérgicos, para identificar a causa do problema e definir o tratamento mais adequado.”

Com os avanços da medicina veterinária, a maioria das doenças dermatológicas pode ser diagnosticada e tratada com sucesso, utilizando medicamentos orais, tópicos e, em alguns casos, terapias mais modernas, como a imunoterapia.

A orientação é clara: ao perceber qualquer alteração na pele ou no comportamento do animal, o tutor deve procurar um médico-veterinário. O diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento eficaz e garante mais saúde, conforto e bem-estar para cães e gatos.

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